Um símbolo, uma lenda, um mito... O Cone. A maior imagem dos Oz du Bê. Uns dizem que foi enviado pelos Deuses, outros que
é um antigo artefato alienígena encontrado em escavações arqueológicas.
Mas será que alguém sabe qual a Sua verdadeira origem? Será que Ele é realmente mais antigo que o Universo? Não sei, mas posso
contar como foi que Oz do Bê tiveram o seu primeiro contato com Ele.
Tudo começou durante a mesma volta da bola azul (em torno da grande bola de fogo) em que surgiram Oz du Bê. (Alias, o primeiro
contato com o Cone e a origem dos Oz do Bê são fatos que se misturam nas longíquas areias do tempo...)
Um certo dia quando estavamos voltando de uma excursão (eu acho) tivemos uma visão fantástica. Descíamos a rampa das classes
dos jardins (aquela que vai do pátio do portão A para os jardims e prés) lá no Porto quando vimos um Cone bem no meio da rampa.
Por alguma iluminação divina, epifania ou por causa do destino começamos a levá-lo. Fugindo dos "papaburguers"
(essa definição não existia na época) conseguimos transportá-lo até a classe.
Era o dia mais feliz das nossas vidas! Agora tínhamos um chapéu, um megafone, uma clava, um bloqueio-de-portas e muito mais,
tudo em um! Mas nossa alegria não durou muito. Logo um bedel percebeu e não demorou muito para aparecer a Dona Edith e fazer
um daqueles cataclismas cósmicos dela. Assim Ele se foi.
Enfadonhos dias seguiram. Niguem podia parar de pensar Nele. Mas o cara lá de cima pelo jeito gosta da gente.
Estávamos vagando perdidos na cidade no Monstro Verde (Jeep) quando na entrada do túnel da Juscelino aconteceu de novo. Ele se manifestou
para nós! Estava lá, parado naquelas faixas amarelas com cocurutos no chão. Então, por outra inspiração divina... passamos bem em cima
Dele com o Monstro Verde!
Se vocês ainda não estão convencidos de que isso é tudo uma cilada do destino, agora não vão ter como negar! Ele ficou preso
embaixo do "carro". Paramos no meio do túnel e pegamos Ele.
Agora tinhamos o nosso Cone! Esse era O Cone, e nenhuma Dona Edith podia tirá-lo de nós. Vivemos muitos momentos
felizes juntos...
Mas como em qualquer história dramática algo tinha que acontecer. Foi no final do terceiro colegial. Nós iamos deixar o colégio e
temíamos que Oz do Bê pudessem desaparecer. Então resolvemos criar a Tradição do Cone.
Todo terceiro colegial B que terminasse o colégio deixaria o Cone para a classe anterior, assim perpetuando a Lenda.
Mas as coisas não sairam como planejadas. Logo no primeiro ano Ele ja caiu nas mãos de maus elementos e acabou extraviado...
Ninguém sabe o que aconteceu, Ele sumiu em algum lugar dos corredores obscuros do Porto Seguro.
Ele deixou de ser um herói para se tornar um mártir. Estará sempre em nossa memória. Uma inspiração, um simbolo de uma filosofia,
uma utopia de um mundo melhor...